Movimento Voo: como tudo começou…

Antes de começar a história de como a Voo nasceu, eu preciso dizer que o motivo que me leva a escrevê-la é simplesmente porque é, de fato, uma história muito legal. E essa é a minha versão. Como toda história que há, cada escritor vai ter o seu lado para contar. O resto é imaginação.

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Para mim, já começou de uma forma inesperada. Uma amiga, muito querida e curiosa (dessas fora da curva) me deu um curso em Nova York para aprender mais sobre livros digitais e levar esse conhecimento para ela. Isso em si já é algo que não acontece todo dia. As pessoas não saem por aí dando cursos no exterior para outras, mas foi exatamente o que aconteceu. O curso era um seminário na Book Expo America sobre e-books, que abordaria diversas questões relacionadas ao tema. Desde a parte técnica mesmo (programação) até questões jurídicas e de mercado.

A experiência por si já valeu. Mas algo a mais acabou acontecendo.

No intervalo do curso, na hora do almoço, eu queria descobrir alguma coisa que hoje já não me lembro mais o quê. O Daniel (então namorado, hoje maravilhoso marido) apontou para duas pessoas almoçando e me disse: ali, elas são brasileiras, pergunta para elas. E eu fui. E perguntei.

Mais tarde, no coffee break, uma daquelas brasileiras veio conversar comigo. Ela era da minha idade, advogada, assim como eu, curitibana (eu sou de BH) e estava ali para aprender sobre livros digitais, pois ela queria começar algo novo, uma editora de livros jurídicos mais moderna, mais conectada.

Aquele era o último dia do curso e eu e Daniel convidamos a Claudia para jantar conosco em Nova York. Caminhamos pela cidade, jantamos, conversamos muito e nos despedimos no metrô. Pois é… normal, né?

Passados alguns meses, talvez até um ano, durante o qual trocamos alguns pouquíssimos e-mails, eu estava dirigindo e pensando: pôxa, bem que a Claudia podia me chamar para ser sua sócia. Esse pensamento veio assim, passou pela minha cabeça, e teria ido embora para nunca mais voltar não fosse o fato de que, naquela mesma semana, a Claudia me ligou e me pediu justamente isso.

Aqui há um pano de fundo na história: nessa época, eu estava passando por um processo de coaching e buscando organizar minha vida. Sair definitivamente do caminho que eu havia desenhado na minha cabeça (estudar para passar em algum concurso público na área jurídica) e trilhar aquele que estava se desenhando na minha frente, o do universo dos livros.

Claro que a minha resposta ao telefonema da Claudia só podia ser uma e rápida. Sim! Claro! Eu não precisava de tempo para refletir porque eu já tinha refletido sobre isso… há alguns dias atrás.

E, assim, o compromisso foi firmado. Mas o que se desenrolou depois foi extremamente lento. A Claudia estava grávida do seu primeiro filho e até depois do Lorenzo nascer, as coisas foram caminhando bem devagarzinho. Bom para mim, que estava atolada de coisas para fazer, com escritório de advocacia e trabalhando com outra editora. Logo depois, foi a minha vez de engravidar e ter meu filhote.

O fato é que no primeiro ano da editora Doyen (esse era nosso nome) tudo foi bem lento. E porque tinha que ser. Não tenho dúvida. Nesse meio tempo, eu li um livro e amei: Start something that matters, ainda em inglês. Mandei para Claudia. Quando ela acabou, me ligou e disse algo que mudou tudo: Jô, é isso que temos que publicar.

O jurídico ficou em segundo (ou terceiro, quarto ou quinto plano) e a Voo nasceu. A nossa ideia era (e é até hoje) publicar livros que inspirem, movam as pessoas para construir um mundo melhor.

Assim começou e assim continuamos. E, olha, eu posso até parecer um pouco presunçosa de colocar essa história aqui. Como quisesse mostrar o começo de uma megaempresa de sucesso. Mas, quer saber: eu posso colocar (Graças a Deus!) porque já ouvi (e não foi de uma ou duas, mas de várias pessoas) que depois de ler algum de nossos livros, sentiu-se extremamente inspirada e sua vida mudou. Também já vi pessoas encherem os olhos de água e ficarem extremamente tocadas ao ler um livro da Vooinho (nosso selo infantil). Então, sim, posso colocar essa história aqui e dizer que já valeu a pena. Torço muito para que alçamos voos mais altos: trazendo mais histórias, tocando mais vidas, inspirando mais pessoas. Afinal, livros mudam pessoas. E pessoas mudam o mundo.

 

Joana Mello, orgulhosa e inspirada sócia-fundadora da Voo.

2 comentários em “Movimento Voo: como tudo começou…

  1. Não é fácil a jornada de descobrir a sua verdadeira vocação, aquilo que faz você levantar da cama antes mesmo do olho abrir, cheio de energia para realizar mais e mais a cada dia. Parabéns a essa história de coragem para escutar o coração e perseguir um sonho. Esse caminho não é fácil, mas certamente no longo prazo gerará muito mais dividendos, emocionais, sociais, culturais, e econômicos. Sucesso!

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